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25 de setembro de 2013

Psicose, de Robert Bloch

Número de páginas: 240
Editora: DarkSide

Mary Crane decide surrupiar 40 mil dólares de seu patrão (dinheiro que já não vinha de trabalho muito honesto, e que na época, era bastante coisa, estamos falando de meados dos anos 60) para ajudar seu amado Sam a terminar de pagar suas dívidas. Sem contar para ninguém o que fez, ela foge com o dinheiro até a cidade onde seu namorado mora. Mas uma chuva no meio do caminho atrasa seus planos e, por engano, ela toma uma rota diferente da prevista e vai parar em uma rodovia já não muito usada. A sorte (será mesmo?) foi ter encontrado um hotel nesse caminho. Ela decide passar a noite ali e seguir viagem na manhã seguinte.

O dono do hotel é Norman Bates, um cara perturbado, inquieto e que esconde muitos segredos. Ele é controlado pela mãe, uma velha caquética que está sempre humilhando o filho e insiste em tratá-lo como uma criança.

Mary e Norman começam a conversar e ele a chama para jantar. Mesmo relutante, mas não tendo outra opção, ela aceita. Enquanto jantam, sua mãe não sai do quarto. Norman começa a se exaltar do nada, o que assusta a moça. Ela dá um corte no homem e vai para o seu quarto tomar um banho. O que ela não esperava era que a mãe de Norman a atacaria no chuveiro com facadas, e que sua vida acabaria ali. 

A irmã de Mary, Lila, preocupada com seu desaparecimento, decide procurá-la, e vai até Sam, que diz não ver a namorada há tempos. O que teria acontecido com ela? Junto com um investigador contratado pelo patrão de Mary afim de reaver o dinheiro roubado, eles dão início a uma investigação para encontrar a moça.

Mal sabiam eles que todas as respostas que buscavam estava em um certo hotel na antiga rodovia...

Um livro de suspense/terror era tudo o que eu queria há meses. Por isso, quando recebi Psicose, da Editora Darkside, fiquei eufórico. Me joguei de cabeça na história torcendo para me surpreender. Eu precisava de um bom susto. A obra acabou me dando mais do que eu queria. O livro me fez ter medo. E não é um medo de espíritos ou de algo que vemos sempre em filmes de terror. Me fez ter medo de pessoas comuns. Nunca se sabe o que se passa na cabeça delas.

Robert Bloch possui uma narrativa simples, sem rodeios, com os detalhes precisos para que o leitor compreenda a cena em questão sem ficar algo exagerado, chato. O livro é narrado em terceira pessoa, intercalando os capítulos entre a investigação do desaparecimento de Mary e, ao mesmo tempo, os acontecimentos na vida de Norman Bates, o que nos dá, em alguns momentos, visões diferentes da mesma história. 

O diferencial é que quando o capítulo está com foco em Norman, o autor nos narra o que o personagem sente, seus medos, suas aflições, suas divagações, e é aí que podemos criar suposições, teorias sobre a vida de Bates.
Conforme a história vai se desenrolando, criamos muitas dessas teorias, mas o autor é tão perspicaz que em muitos momentos ele ilude o leitor, coloca uma determinada situação no meio da história, faz com que acreditemos naquilo e, conforme vamos lendo, vemos que o que foi colocado anteriormente não era o que pensávamos. É sublime.

A mente de Norman Bates talvez seja o personagem mais importante em Psicose. Sim, pois tudo o que ele passou ficou gravado em sua consciência, e é o motivo dele ser do jeito que ele é, tendo uma mente tão perturbada. É ela que move a história toda e faz a trama ficar envolvente e misteriosa.

A narrativa não é assustadora, mas ela trabalha com o psicológico, com a mente, sanidade, e muitas surpresas ainda são reservadas aos leitores.
O final é muito bem pensado, todos os pontos se ligam e é como se um horizonte fosse aberto naquele momento, você entende tudo, e faz sentido. É surpreendente. 

O design da DarkSide está impecável, o livro é muito bonito, a diagramação é cheia de detalhes ricos, as folhas são amareladas e a fonte possui um bom tamanho. Se a edição brochura está tão linda assim, imagino como deve ter ficado a edição de colecionador, que é em capa dura, o que dá uma sofisticação a mais à obra.
Quanto à revisão, encontrei alguns erros, mas nada que prejudique a leitura ou o entendimento da história. 
Parabéns para a Editora DarkSide, o livro ficou lindo demais!

Eu ia assistir ao filme de Psicose antes de escrever a resenha do livro, mas como eu não consegui o feito a tempo, faço uma resenha do filme assim que assistir e posto aqui no blog, comparando um pouco os dois trabalhos, porque no momento, só tenho base no livro. 

Psicose foi um thriller que veio em um momento certo para mim. Envolvente, perturbador e muito, muito marcante, o livro me deixou boquiaberto. Simplesmente GENIAL. 



COMPRAR: Saraiva | Submarino | Cultura

14 de setembro de 2013

CARDÁPIO DO MÊS: Julho e Agosto

Fala galera, vídeo novo para vocês! \o/
Minhas leituras dos meses de Julho e Agosto, espero que gostem.
Confiram:


LIDOS:

Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins;
Lola e o Garoto da Casa ao Lado, de Stephanie Perkins;
Alma?, de Gail Carriger;
O Menino da Mala, de Lene Kaaberbøl e Agnete Friis;
Fale!, de Laurie Halse Anderson;
Psicose, de Robert Bloch.

Espero que tenham gostado. Até a próxima! ;)