Autor: Mark Lawrence
Ano: 2013
Número de páginas: 360
Editora: Darkside Books
SINOPSE: Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da Rainha mãe e de o seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem tampouco fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma.
O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.
E então me deparo com mais uma vez com o tema vingança em um livro. Dessa vez num universo medieval, onde um príncipe ainda criança presencia cenas que mudarão completamente sua personalidade e seu modo de viver. Os espinhos da roseira-brava o protegeram da morte, mas não do trauma de ver sua mãe e seu irmão sendo assassinados e de não ter podido fazer nada. Quando os homens do rei o encontram, ele é levado à Sala de Cura, uma espécie de enfermaria. Não havia muita esperança, os ferimentos eram muitos, mas algo dentro de Jorg é mais forte que tudo isso e um sentimento o enche de força e numa súbita melhora, ele foge e vai atrás do que ele mais almeja. Vingança.
O livro possui uma característica que eu prezo muito em uma boa história: a imprevisibilidade. Gosto quando o autor dá um rumo inesperado à narrativa e me surpreende de uma maneira positiva, fazendo com que a leitura fique envolvente e instigante. Esse é um dos pontos mais fortes desse primeiro volume da Trilogia dos Espinhos e o que fez a história ser uma obra única e surpreendente.
A narrativa do livro é em primeira pessoa, então durante toda a trama temos apenas a visão de Jorg da história, o que dá ao enredo uma intensidade ainda maior. Além disso, o autor também intercalou os capítulos entre passado e presente, esclarecendo assim os fatos e dando as respostas para como tudo chegou onde está.
Falando do protagonista, Jorg é frio, cruel, impiedoso, capaz de qualquer coisa para conseguir o que ele almeja. Mark Lawrence soube como moldar um personagem sem a menor compaixão, como se ele tivesse raiva de estar vivo e então precisa descontar no mundo o seu ódio. O trauma que ele viveu o transformou em um monstro, as atitudes e ações dele não são de um adolescente, só uma mente muito perturbada é capaz de fazer o que ele faz. Jorg é a figura do anti-herói, uma pessoa que catalizou tudo de ruim no episódio traumático que sofreu e transformou isso no modo de conduzir sua vida, se vingando, mas ao tempo fazendo justiça. É um personagem forte, que no mínimo te faz ficar inquieto com suas atitudes.
À Darkside Books, só tenho que agradecer por agraciar os leitores com essa edição espetacularmente incrível: folhas amareladas, fonte de ótimo tamanho, diagramação cheia de detalhes, além de ser em capa dura e soft touch. Sensacional!
E entre tantas reviravoltas e batalhas de tirar o fôlego, o desfecho deixa um angustiante desejo de quero mais, e a Darkside já anunciou: para o anseio dos leitores, KING OF THORNS chega ainda no primeiro semestre \o/
O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.
E então me deparo com mais uma vez com o tema vingança em um livro. Dessa vez num universo medieval, onde um príncipe ainda criança presencia cenas que mudarão completamente sua personalidade e seu modo de viver. Os espinhos da roseira-brava o protegeram da morte, mas não do trauma de ver sua mãe e seu irmão sendo assassinados e de não ter podido fazer nada. Quando os homens do rei o encontram, ele é levado à Sala de Cura, uma espécie de enfermaria. Não havia muita esperança, os ferimentos eram muitos, mas algo dentro de Jorg é mais forte que tudo isso e um sentimento o enche de força e numa súbita melhora, ele foge e vai atrás do que ele mais almeja. Vingança.
"'Diga-me, tutor. A vingança é uma ciência ou uma arte?'" – Jorg Ancrath, página 40.Eu sou fascinado por livros medievais, cada nova obra que leio desse gênero é uma experiência incrível, porque mesmo pertencendo ao mesmo tema, nenhum medieval é igual ao outro. Mas a minha grande dificuldade com esses enredos é lê-los com voracidade, pois são livros que cansam mais, há muitos personagens, postos, lugares, uma linguagem mais difícil, porém como eu disse, nem por isso eles são ruins, só possuem uma narrativa mais densa e que precisa de mais cuidado. Com Prince of Thorns foi assim, a história é fantástica, mas demorei mais do que costumo para concluir a leitura.
O livro possui uma característica que eu prezo muito em uma boa história: a imprevisibilidade. Gosto quando o autor dá um rumo inesperado à narrativa e me surpreende de uma maneira positiva, fazendo com que a leitura fique envolvente e instigante. Esse é um dos pontos mais fortes desse primeiro volume da Trilogia dos Espinhos e o que fez a história ser uma obra única e surpreendente.
A narrativa do livro é em primeira pessoa, então durante toda a trama temos apenas a visão de Jorg da história, o que dá ao enredo uma intensidade ainda maior. Além disso, o autor também intercalou os capítulos entre passado e presente, esclarecendo assim os fatos e dando as respostas para como tudo chegou onde está.
Falando do protagonista, Jorg é frio, cruel, impiedoso, capaz de qualquer coisa para conseguir o que ele almeja. Mark Lawrence soube como moldar um personagem sem a menor compaixão, como se ele tivesse raiva de estar vivo e então precisa descontar no mundo o seu ódio. O trauma que ele viveu o transformou em um monstro, as atitudes e ações dele não são de um adolescente, só uma mente muito perturbada é capaz de fazer o que ele faz. Jorg é a figura do anti-herói, uma pessoa que catalizou tudo de ruim no episódio traumático que sofreu e transformou isso no modo de conduzir sua vida, se vingando, mas ao tempo fazendo justiça. É um personagem forte, que no mínimo te faz ficar inquieto com suas atitudes.
À Darkside Books, só tenho que agradecer por agraciar os leitores com essa edição espetacularmente incrível: folhas amareladas, fonte de ótimo tamanho, diagramação cheia de detalhes, além de ser em capa dura e soft touch. Sensacional!
E entre tantas reviravoltas e batalhas de tirar o fôlego, o desfecho deixa um angustiante desejo de quero mais, e a Darkside já anunciou: para o anseio dos leitores, KING OF THORNS chega ainda no primeiro semestre \o/










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